Peixe goleia San José por 7 a 0 na maior vitória da competição  ("Santos Eterno") escrito em quarta 02 abril 2008 16:43

Com um show do seu setor ofensivo e, principalmente, do meia Molina, o Santos Futebol Clube goleou o San José por 7 a 0, na noite desta terça-feira (1), na Vila Belmiro, pela quarta rodada da Taça Santander Libertadores da América.

 

Os gols da maior goleada da edição 2008 da competição sul-americana foram marcados por Molina (4), Domingos, Kléber Pereira e Quiñonez.

 

Com o resultado, o Peixe chegou aos sete pontos ganhos, assumindo a vice-liderança do Grupo 6 e dando mais um passo rumo à classificação para as oitavas-de-final do torneio. O líder da chave é o Deportivo Cúcuta, com oito pontos. Na próxima rodada, marcada para a semana que vem, o Alvinegro Praiano vai para o México, onde enfrenta o Chivas Guadalajara.

 

Provando que a desclassificação no Campeonato Paulista não abalou, o time santista envolveu o adversário com toques de bola rápido e chegava com facilidade ao gol dos bolivianos. O técnico Emerson Leão promoveu o retorno do meia Rodrigo Tabata, na vaga de Sebastian Pinto. Denis, recuperado de lesão, atuou na lateral-direita.

 

Com esse bom futebol, o primeiro gol não tardou a sair. Aos 17, Kléber cobrou falta na cabeça de Domingos, que escorou para o gol e abriu o marcador. Cinco minutos depois, o colombiano Molina deu início ao seu show particular. Ele recebeu passe na intermediária, passou pelo seu marcador e bateu com categoria para marcar o segundo.

 

A vantagem no placar não diminuiu o ímpeto da equipe de Emerson Leão, que chegou ao terceiro ainda no primeiro tempo. Wesley fez jogada individual e cruzou. A zaga rebateu e a bola caiu no pé de Molina, que com muita categoria tocou rasteiro no canto do goleiro.

 

Os visitantes – que contaram com um grande apoio da sua torcida – ainda perderam um jogador, quando o lateral-direito Palácios deu uma entrada violenta em Kléber Pereira.

 

Na segunda etapa, o Santos FC continuou em cima do San José. Wesley, Tabata, Kléber Pereira e Molina criaram boas jogadas, mas não balançaram as redes nos minutos iniciais.

 

O quarto veio aos 18 minutos, com novamente Molina. Kléber cruzou da esquerda e, na segunda trave, o colombiano saltou – para pegar o tempo da bola – e tocou com categoria. A bola, caprichosamente, morreu no ângulo do arqueiro Vaca.

 

Faltava o gol do atacante Kléber Pereira. Ele tentava de todas as formas, de dentro da área, de fora da área, mas a bola não entrava. Mas aos 32, o camisa 23 deixou sua marca. Kléber bateu falta e o atacante se antecipou ao goleiro e desviou com a ponta da chuteira.

 

Aos 36, foi a vez do equatoriano Quiñonez marcar o seu. Ele entrou na vaga de Wesley e, após fazer duas boas jogadas, tabelou com Rodrigo Souto e, na saíde de Vaca, tocou rasteiro e balançou as redes pela primeira vez com a camisa santista.

 

Inspirado no jogo, Molina ainda fez outro. Aos 42, ele recebeu de Tiago Luis, ajeitou para o chute de esquerda e, com curva, bateu no canto, marcando o sétimo do jogo e mostrando que o time está forte na disputa pelo título da Libertadores da América 2008.

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Em jogo polêmico, Santos vence Corinthians e embola tabela  escrito em quinta 27 março 2008 13:51

Luiz Ricardo Fini e Helder Júnior

Santos (SP) - O clássico entre Santos e Corinthians teve todos os ingredientes de um jogo decisivo. Gol anulado, reclamações, falha defensiva, estréia, expulsão e estádio lotado foram alguns dos aspectos que marcaram a vitória do Santos por 2 a 1 sobre o rival Corinthians, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro.

A vitória levou o Peixe aos 29 pontos no Campeonato Paulista e o manteve vivo na briga pela vaga na próxima fase. A reação do time de Emerson Leão alimenta as chances de a torcida santista comemorar o tricampeonato, já que o Peixe tem agora apenas um ponto a menos que o rival na tabela.

O Santos abriu o placar no primeiro tempo, com gol de Sebastián Pinto, depois de falha de Perdigão. Foi o primeiro tento do chileno com a camisa do clube. Ainda no primeiro tempo, o time local pediu um pênalti em suposto toque de mão de William. Já os visitantes tiveram um tento de Fabinho anulado.

Na etapa complementar, o jogo continuou eletrizante. Carlão igualou a contagem para o Timão, mas Kléber Pereira colocou o Peixe novamente na frente, depois de ganhar a jogada de Carlão de forma polêmica. Os corintianos pediram um empurrão do centroavante sobre o zagueiro, mas o árbitro validou o gol da vitória dos donos da casa.

Os minutos finais reservaram tempo para pressão corintiana, expulsão de Betão e estréia do zagueiro Fabão no time da Vila. Restando duas rodadas para o término da primeira fase, o Corinthians ainda se mantém na zona de classificação, mas pode perder o posto no complemento da rodada. Já o Peixe segue sonhando com sua classificação.

O Santos volta a campo no sábado para encarar fora de casa o Rio Claro. O Timão, por sua vez, tem compromisso no domingo, contra o Marília, no Morumbi.

O jogo:

O Corinthians tentou começar o clássico ameaçando os donos da casa. Logo no primeiro minuto de bola rolando, André Santos cobrou falta para a área e depois de a zaga do Santos afastar, a bola voltou para a zona de perigo, onde Dentinho apareceu para concluir, mas Fábio Costa segurou.

Na resposta do Santos, William cortou lançamento que teria endereço certo nos pés de Kléber Pereira. Os santistas pediram toque de mão do zagueiro corintiano, mas o árbitro mandou o jogo seguir. O Peixe mostrou seu ritmo em casa e igualou as forças. Pouco depois, Kléber Pereira arriscou da intermediária, e Felipe defendeu.

Do outro lado, Diogo Rincón recebeu na área e soltou um forte chute, defendido por Fábio Costa. No rebote, o meia-atacante cabeceou por cima do gol. Mas o Peixe conseguiu abrir o placar quando deu a resposta. Aos 15 minutos, Perdigão falhou feio na saída de jogo, e Molina comandou a jogada no sistema ofensivo santista. A bola, então, chegou aos pés de Sebastián Pinto, que finalizou de dentro da área para estufar as redes de Felipe, que foi enganado pelo desvio na defesa.

O gol inflamou a equipe da casa no jogo. Instantes depois de abrir o placar, Sebastián Pinto recebeu na área, mas não conseguiu passar por Chicão. Do outro lado, em bola levantada na área, Fabinho cabeceou para as redes, mas o árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho marcou falta de Diogo Rincón no lance e não validou o gol.

O jogo continuou com as duas equipes buscando o ataque. Molina chutou forte, e Felipe deu rebote no meio da área, mas o colombiano desperdiçou a bola rebatida e chutou por cima, perdendo chance incrível. Do outro lado, o Corinthians tentou ameaçar, mas também desperdiçou oportunidade clara. André Santos recebeu livre no meio da área, mas mandou para fora

Nos minutos finais da etapa, Carlos Alberto dominou na área e bateu rasteiro. A bola desviou em Domingos e se perdeu pela linha de fundo. As duas equipes voltaram sem alterações para a etapa complementar, mas o Timão impôs um ritmo arrasador. Em menos de um minuto, André Santos cobrou escanteio e viu Carlão cabecear livre, mas Fábio Costa se esticou para fazer ótima defesa.

No lance seguinte, o corintiano não desperdiçou. Aos dois minutos, depois de cobrança de escanteio, William desviou no meio da área, e a bola sobrou para Carlão cabecear para o fundo das redes. Mas a torcida corintiana não teve muito tempo para comemorar. Aos seis, Kléber Pereira recebeu na intermediária, deslocou Carlão, avançou e finalizou para as redes. Os corintianos reclamaram de falta do atacante e as imagens da TV mostraram o empurrão do santista, mas o árbitro validou o gol.

O jogo ganhou ainda mais emoção, e o Timão tentou empatar com Dentinho, mas o chute saiu pela linha de fundo. Instantes depois, André Santos finalizou com força e viu Fábio Costa fazer ótima defesa. No lance seguinte, Herrera cabeceou no travessão da equipe local.

O técnico Emerson Leão, então, promoveu uma alteração para fechar o Santos contra a pressão do rival. O atacante Sebastián Pinto deixou o jogo para a entrada do zagueiro Marcelo. Já Mano Menezes respondeu com a estratégia inversa: tirou o volante Perdigão para colocar o meia-atacante Lulinha.

Como a pressão dos visitantes não cessou, Leão decidiu dar mais movimentação ao Peixe, sacando Molina para a entrada de Renatinho. Já Dentinho sofreu uma contusão em falta cometida por Domingos e deixou o campo, dando lugar a Acosta.

Aos 32, o árbitro expulsou Betão depois de o zagueiro se desentender com o atacante Herrera. Leão, então, promoveu a estréia de Fabão (na vaga de Renatinho, que havia acabado de entrar) para fechar o Santos e garantir a vitória.

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Na Vila, ordem é atacar o Timão  escrito em quarta 26 março 2008 01:01

Leão quer ver seu time se impondo no clássico contra o Cointhians

Para tentar furar a defesa corintiana, a melhor do Paulistão 2008, com apenas nove gols sofridos em 16 rodadas, o Santos não vê outra alternativa: a ordem é ir para cima e atacar o Timão no clássico desta quarta-feira, às 21h45m (horário de Brasília), na Vila Belmiro.

 

Desde que o técnico santista Emerson Leão resolveu utilizar um esquema mais ofensivo, com três atacantes em vez de três zagueiros, o time praiano decolou. Saiu da antepenúltima para a sétima colocação no estadual. Nos últimos sete jogos, foram seis vitórias. Números que dão ao Peixe a chance de ainda sonhar com uma vaga na semifinal do Paulista.

 

Por conta desse desempenho, Leão não vê motivos para mudança. Mesmo num clássico contra uma equipe melhor colocada.

- Se conseguimos essas seis vitórias sendo mais agressivos em campo, não podemos mudar - afirma.

 

O treinador santista respeita muito o Corinthians e sua defesa, mas lembra que o objetivo santista é vencer. Um empate poderá ser fatal para o sonho santista.

- A defesa deles é muito boa, mas estamos dentro da nossa casa. Temos de nos impor e minimizar o bom momento do adversário.

 

O GLOBOESPORTE.COM acompanha o clássico desta quarta em Tempo Real, com vídeos exclusivos
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Há 33 anos Pelé se despedia do Santos FC  ("Santos Eterno") escrito em terça 25 março 2008 18:04

Deixando pegadas de glória e saudade pelo Brasil, o Rei Pelé despediu-se do Santos Futebol Clube no dia 02 de outubro de 1974, durante partida contra a Ponte Preta, coroada com um placar de 2 a 0 favorável ao Peixe. No entanto, a magia do futebol daquele homem, que, com seus pés de ouro fazia arte em campo, ficará imortalizada nos gramados da Vila Belmiro e na memória daqueles que o assistiram. Pelé é eterno.
 
 
o Rei Pelé despedindo-se do Santos Futebol Clube

No jogo de adeus ao futebol brasileiro, Pelé jogou até os 21 minutos do primeiro tempo, quando se ajoelhou no centro do gramado. Abriu os braços e, antes de ser substituído por Gílson Beija-Flor, fez o seu agradecimento à torcida. O craque estreou no Santos FC em uma goleada sobre o Corinthians de Santo André por 7 a 1, em 7 de julho de 1956. Marcou seu primeiro gol e o sexto do Santos FC na partida.

Pelé deixou seu nome gravado na história do futebol com uma trajetória incrível de mais de 1000 gols marcados pelo Peixe; 95 pela Seleção Brasileira; recorde de gols em uma partida: oito, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos FC 11 x 0 Botafogo de Ribeirão Preto; mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 - Santos FC (fez 17 anos durante a competição); mais jovem Campeão Mundial: 1958 - Brasil (17 anos); mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 - Brasil (21 anos); maior artilheiro em uma temporada do Campeonato Paulista: 1958 - 58 gols; maior número de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista: 11; maior artilheiro em uma temporada: 1959 - 127 gols.

O adeus à Seleção Brasileira Seleção Brasileira aconteceu três anos antes do encerramento de suas atividades no Peixe. A partida foi realizada no Maracanã, no dia 18 de julho de 1971, com público de 138.575 pagantes: Brasil 2 a 2 Iugoslávia. A parada definitiva aconteceu em em 01 de outubro de 1977, em um amistoso entre o New York Cosmos (EUA)- time onde encerrou a carreira-, e o Santos FC, única agremiação time brasileira que teve Pelé em seu elenco. O Rei atuou uma etapa por cada equipe, e, pela primeira e única vez na história, assinalou com gol contra o time da Vila Belmiro.

Uma curiosidade é que o Rei seria a estrela de partidas de despedida de outros astros, como Garrincha em 1973 (fez um gol pela Seleção Brasileira, driblando toda a defesa adversária formada por estrangeiros que atuavam no Brasil); e da de Beckenbauer, seu companheiro no Cosmos (EUA), em 1982, quando fez seu último gol.
 
Santos FC 2 x 0 Ponte Preta
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro), em Santos
Data: 02 de outubro de 1974
Horário: 21 horas
Árbitro: Emídio Marques Mesquita

Público: 20.258 pagantes
Renda: Cr$ 219.371,00
Gols: Claúdio Adão e Geraldo (contra)

Santos FC - Cejas; Wilson Campos, Bianque, Vicente e Zé Carlos; Léo, Brecha, Da Silva e Pelé (Gilson); Claúdio Adão e Edu. Técnico: Tim


Ponte Preta - Carlos; Geraldo, Oscar, Zé Luiz e Valter; Serelepe, Serginho, Adílson e Valtinho; Valdomiro e Tuta.
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Betão reafirma que vai comemorar gol contra ex-clube  escrito em terça 25 março 2008 03:30

 

Assim como já havia afirmado em sua apresentação como jogador do Santos Futebol Clube, o zagueiro Betão (foto) voltou a dizer que irá comemorar um gol contra seu ex-clube, o Corinthians, no clássico desta quarta-feira (26), na Vila Belmiro.

 

Autor de dois gols com a camisa santista, Betão diz que comemorar diante do ex-clube não significa falta de respeito. “Vou comemorar, sim, com a minha torcida, que hoje é a do Santos FC”, afirma. “O Corinthians é o clube que me formou como homem e como profissional, mas hoje meu lado profissional está completamente voltado para o Santos FC, já estou enquadrado com a tradição santista”, emenda.

 

Essa será a primeira vez que irá enfrentar o Corinthians. Apesar do ineditismo da situação, garante que não está ansioso. “É uma experiência diferente, que nunca passei, mas estou levando muito bem, naturalmente, sem ansiedade. A ansiedade maior é de reencontrar os amigos que deixei por lá e que nunca mais os vi”.

 

Betão será um dos responsáveis pela marcação do jovem Dentinho, cujo crescimento profissional foi acompanhado pelo zagueiro do Peixe. “Converso bastante com ele por telefone, é um garoto que evoluiu muito, encontrou uma grande maturidade e que tem muito futebol”.

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